As práticas de Conservação de Alimentos são quase tão antigas quanto a Humanidade e extremamente necessárias para garantir o processo da VIDA. Muitos foram os métodos utilizados, o fogo, o gelo, o sal, o vinagre, o óleo e o açúcar. O próprio descobrimento do Brasil está ligado aos primeiros aditivos de alimentos: as especiarias – pimenta, cravo, canela, etc. – que os portugueses iam buscar nas Índias.
Atualmente a Indústria de Alimentos tornou-se um importante setor da atividade econômica, o alimento processado é mais prático e como conseqüência muitos aditivos químicos se fazem necessários para manter o produto com a aparência, textura, cor, sabor, aceitáveis pelo consumidor, além de ganharem vida maior para agüentarem a exposição nas prateleiras dos supermercados.
Nossa alimentação muito afastada das leis da Natureza, aceita esses alimentos quase que “plastificados” de tão antinaturais. Agrotóxicos, transgênicos, irradiações, promotores de crescimento e aditivos químicos dos industrializados comprometem a nossa Saúde e do Meio Ambiente e com certeza, a alimentação infantil é a mais afetada.
Quero propor uma leitura mais atenta aos ingredientes das gelatinas, biscoitos, iogurtes, pudins, balas, tudo aquilo que faz a alegria dos pequenos. A quantidade de aditivos químicos é impressionante e não precisa ser nenhum médico ou nutricionista para saber que isso não deve fazer bem á Saúde e ao desenvolvimento das crianças.
Uma mudança a favor da Saúde, da qualidade, do carinho e do sabor de verdade, é necessária, e para isso não precisamos perder a praticidade que tanto valorizamos no Mundo atual.
As crianças são mais abertas às mudanças que nós adultos, uma boa conversa explicando que essas coisas com nomes esquisitos fazem mal para nós e que podemos ter coisas mais gostosas feitas em casa, vai pelo menos despertar a curiosidade para os novos sabores que iremos apresentar.
A participação delas é essencial para essa mudança. No lugar do salgadinho, promova a sessão pipoca de verdade, aquela que pula na panela, faz barulho e tem um cheirinho inconfundível. O “dia da lambança” também não é nada mal, junte seus filhos para fazer brigadeiro, eles podem ajudar a enrolar e passar no granulado. Fazer um bolo, rechear e colocar a cobertura, deixando bem bonito para o papai que vai chegar do trabalho. A alegria desses momentos faz toda a diferença.
Bom, claro que a mudança de cardápio tem que ser gradual, eles abrem mão de certas coisas e aos poucos o paladar estranha o sabor do artificial, do maquiado.
( Ana Caroline )
( Ana Caroline )






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